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15-10-2018

GRIPE - prevenir é o melhor remédio



A gripe é uma doença infetocontagiosa que, na maior parte das vezes, cura espontaneamente. Mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas idosas e/ ou com doenças crónicas.

O vírus da gripe é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto direto com partes do corpo ou superfícies contaminadas (por exemplo, através das mãos). Desde o momento em que uma pessoa é infetada e o aparecimento dos primeiros sintomas decorrem, em geral, 2 dias (varia entre 1 e 5 dias). O período de contágio começa 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e vai até 7 dias depois; nas crianças este período pode ser maior.

No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal­-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média é uma complicação frequente em crianças até aos 3 anos.

Anualmente, 3 a 5 milhões de casos de doença grave são relatados em todo o mundo. Dependendo da virulência do vírus, durante a temporada de gripe, as mortes associadas podem variar de 250.000 a 500.000 pessoas em todo o mundo.

Na Europa, na ausência de vacinação, o número de casos de gripe foi estimado em 22 milhões; 3,5 milhões de hospitalizações associadas e 171.000 mortes. Atualmente, a vacinação contra a gripe sazonal previne entre 1,6 e 2,1 milhões de casos de gripe; 45,3 a 65,6 mil internamentos e 25,2 a 37,2 mil mortes por ano.
Mais recentemente, a maior atividade gripal tem sido observada entre os meses de dezembro e fevereiro.

Os vírus da gripe estão em constante alteração, ou seja, algumas das suas características modificam-se todos os anos, de forma que as células da nossa linha de defesas passam a não os reconhecer. Assim, a imunidade provocada pela vacina não é duradoura: as pessoas devem vacinar-se anualmente. Cada inverno, as cepas para as vacinas contra o vírus da gripe sazonal são selecionadas a partir das cepas de gripe previstas pela OMS no Hemisfério Norte.

A vacinação contra a gripe é a principal medida de prevenção: o objetivo é evitar a doença, mas também as suas complicações.

A complicação mais frequente da gripe é a sobreinfeção bacteriana por S. pneumoniae, H. influenzae ou S. aureus e é mais frequente nos grupos de risco. A pneumonia por vírus Influenza é menos frequente mas tem uma elevada letalidade.

A campanha de vacinação inicia-se em Outubro e deve levar a sua vacina até ao fim do ano, de preferência. Contudo, a vacina pode ser administrada durante todo o outono e inverno.
Grupos de risco a quem recomendamos vivamente a vacinação:
- Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, de preferência logo a partir dos 60 anos;
- Doentes crónicos e imunodeprimidos, isto é, cujo sistema imunitário de defesa esteja comprometido (a partir dos 6 meses de idade);
- Grávidas;
- Profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (ex.: lares de idosos, pessoal docente de indivíduos portadores de deficiência).

A vacina está disponível, gratuitamente, nos centros de saúde para alguns dos grupos de risco. Se não é abrangido pela vacinação gratuita, pode adquirir a vacina na farmácia, sob prescrição médica, beneficiando da comparticipação. Estaremos disponíveis para lhe administrar a vacina!

A vacinação é gratuita nos centros de saúde para as pessoas:
- Com idade igual ou superior a 65 anos;
- Residentes ou internadas em instituições;
- De grupos de maior risco clínico, independentemente da idade, sem necessidade de declaração médica:
  -Diabetes Mellitus
  -Diálise
  -Trissomia 21
  -A aguardar transplante de células precursoras do sangue, ou de órgãos, ou que já tenham sido submetidas aos mesmos
  -Profissionais do Serviço Nacional de Saúde e Bombeiros com atividade assistencial

-Com necessidade de declaração médica, referindo a sua inclusão num destes grupos de risco:
  - Quimioterapia
  - Certas condições clínicas;
  - Doença crónica com comprometimento da função respiratória, de eliminação de secreções ou com risco aumentado de aspiração de secreções.

Para prevenir as infeções respiratórias, como a gripe, para além da vacinação, são essenciais a higiene das mãos, a etiqueta respiratória (tossir ou espirrar para um lenço descartável ou para o antebraço) e, se estiver com gripe, fique em casa, se possível.

A Sanofi Pasteur desenvolveu, e comunicou a sua disponibilidade em 2016, uma nova vacina, VaxigripTetra™, contra 4 estirpes do vírus da gripe, Influenza, a partir dos 36 meses de idade. Ajuda a proteger contra as duas cepas da gripe B (B / Victoria e B / Yamagata) e encontra-se autorizada a sua comercialização em Portugal. Atualmente, a maioria das vacinas contra o vírus da gripe sazonal protege contra três cepas: duas cepas A e uma única cepa B (B / Victoria ou B / Yamagata). No entanto, as duas diferentes cepas da gripe B co-circulam atualmente no mundo, em proporções variadas e imprevisíveis. Nos últimos anos, os vírus influenza B representaram cerca de 23% das cepas circulantes em todo o mundo. Essas proporções podem chegar a 90% durante algumas estações e são, portanto, uma importante causa de gripe. Assim, as vacinas da gripe devem ser adaptadas à situação virológica atual, para garantir um nível mais amplo de proteção. Por exemplo, na Europa, em 2015, 92% dos casos de influenza B documentados foram causados ​​pela cepa B / Victoria, então não incluída na vacina!

A Organização Mundial de Saúde recomenda a vacina quadrivalente em vez da trivalente: estima-se que desta forma seria alcançada uma redução adicional até 1,6 milhões de casos de gripe, 37.300 hospitalizações e 14.800 mortes relacionadas com a gripe na União Europeia, ao longo da última década.

Não se esqueça, PREVENIR é o melhor remédio! VACINE-SE!

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